sábado, 23 de fevereiro de 2008

panelas de cobre

panela de cobre

Esta aí acima é a minha menorzinha, tão pequena que se parece um brinquedo. A uso para pequenas quantidades de calda de doce ou para esquentar pequenas quantidades de molho.
O motivo deste post é falar sobre elas, as panelas de cobre. Muita gente tem medo por terem fama de tóxicas, realmente podem ser se alguns cuidados não forem tomados. O ideal é que as panelas de cobre tenham um revestimento interno, como as minhas, que têm revestimento em aço inoxidável, isso evita o contato do alimento com o cobre e possíveis intoxicações com o zinabre, que é o oxido do cobre e é sim tóxico. Isso não quer dizer que você jamais poderá usar aquele tacho de cobre sem revestimento, herdado da avó para fazer doces, basta ter alguns cuidados ao usar. Esfregar meio limão com sal de cozinha antes de usar, com isso acontece uma reação química que desprende o zinabre do cobre, também não se deve usar o cobre sem proteção para o preparo de alimentos muito ácidos e outra coisa muito importante é jamais deixar os alimentos dentro dos tachos de cobre. Parece muito trabalhoso? Realmente é, mas há uma razão para usar o cobre, ele é um excelente condutor de calor, quando cozinhamos numa panela de cobre a panela se aquece por igual e esfria rápido quando retirada da chama, por isso é tão indicada para doces. Se você está pensando em ter panelas de cobre, tenha consciência que elas não são panelas para o uso diário, dão realmente muito trabalho para serem limpas, sempre escurecem em contato com o fogo por isso sempre depois de usar é necessário limpar com limão (ou vinagre) e sal, escaldar com água fervente e secar bem. Assim você terá sua panela sempre bem bonita e sem manchas de zinabre.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

terrina de salmão em camadas

Ontem ainda de madrugada, quando fui ao supermercado, próximo do caixa vi um livro só com receitas de salmão, como tinha (e ainda tenho) alguns filés congelados no freezer, pensei ser uma inspiração. O livro se chama "Salmão", da editora Manole, tem fotos lindas, e penso que por isso mesmo me senti um pouco frustrado, minha terrina não ficou em nada parecida com a da foto da receita... É certo também que eu modifiquei um pouco a receita, primeiro a fazendo em forminhas individuais e segundo por omitir duas camadas, uma segunda de salmão cozido e outra com o creme de agriãozinho, não tinha tempo pra esperar todas as camadas solidificarem. Mas independente da aparência (que pelo menos pra mim ficou péssima) é muito saborosa, ótima para ser servida como entrada. Publicarei como está no livro.

já partida

Terrina de salmão em camadas

2 colheres de sopa de água gelada
2 colheres de chá de gelatina em pó sem sabor
1 filé de salmão de aproximadamente 400g sem pele
1/2 cubo de caldo de peixe
50 g de agrião picadinho
casca ralada de 1 limão-siciliano
300 ml de nata ou creme de leite fresco
300 g de salmão defumado em fatias
sal e pimenta-do-reino
galhinhos de agrião para decorar

Coloque a água numa tigela e salpique a gelatina, de maneira que todo o pó seja absorvido. Deixe hidratar por 5 minutos. Corte o salmão fresco em filézinhos e arrume-os em uma única camada numa panela a vapor. Tampe e cozinhe por 3 a 4 minutos até que o salmão solte lascas quando espetado com uma faca. Retire o recipiente interno do vapor, destampe e deixe esfriar. Repita a operação até cozinhar todo o salmão. Use 150 ml de água do cozimento (panela de baixo) para dissolver o cubo de caldo e deixe esfriar.
Misture o agrião picadinho e a casca de limão ao creme de leite fresco e tempere com sal e pimenta-do-reino.
Leve 1/3 da gelatina para aquecer em banho-maria por 4 a 5 minutos até que fique transparente e esteja totalmente dissolvida. Misture esse 1/3 de gelatina dissolvida com 1/3 do caldo já frio e 1/3 do creme de leite, reserve.
Forre uma forma de bolo inglês (1kg de capacidade) com filme plástico, de modo que ultrapasse as bordas da forma. Cubra o fundo e as laterais da forma com fatias de salmão defumado, reserve algumas fatias para colocar por cima quando acabar de enchê-la. Despeje a mistura de creme de leite com caldo e gelatina e leve à geladeira por 2 horas até que esteja firme.
Retire da geladeira e arrume uma camada de filés de salmão cozido. Derreta o que sobrou da gelatina, misture ao restante creme de leite e do caldo e espere esfriar. Despeje metade dessa mistura sobre as fatias de salmão cozido. Arrume outra camada de salmão e cubra com outra metade da mistura de creme de leite. Finalize a terrina com uma camada de salmão defumado. Dobre as pontas do filme plástico sobre a forma e leve à geladeira por pelo menos 3 a 4 horas até estar completamente firme. Essa receita também pode ser preparada de véspera.
Para servir, descobre o filme plástico e vire a terrina sobre uma travessa. Remova o plástico e a forma e corte em 8 pedaços. Arrume as fatias sobre os pratos e enfeite com os galhos de agrião.

creme pâtissière (creme de confeiteiro)

Não tenho uma foto bonita para ilustrá-lo, mas este creme é base pra vários doces, serve como recheio para bombinhas de pasta choux, recheio de bolos, de mil-folhas ou o creme do recheio de sonhos. Foi usando esta receita como base que fiz o creme de lavanda para o recheio do bolo de ontem. Fervi o leite com um bocado de flores secas de lavanda, coei e segui o preparo normal do creme, omitindo as favas de baunilha, que também podem ser substituídas por essência de baunilha, mas lembrando sempre que a baunilha artificial tem um sabor muito diferente daquele conseguido com as favas. A receita é da Larousse das sobremesas.

Crème pâtissière (creme de confeiteiro)

1 1/2 fava de baunilha
30 g de maisena
60 g de açúcar
350 ml de leite
4 gemas
35 g de manteiga à temperatura ambiente

Abra as favas de baunilha ao meio e raspe os grãos. Coloque numa panela de fundo grosso a maisena e metade do açúcar. Despeje o leite mexendo-o com o batedor. Adicione os grãos das favas de baunilha e deixe ferver, sempre batendo.
Numa tigela grande,, bata as gemas por 3 minutos com o restante do açúcar. Regue com um pouco do leite, sempre batendo.
Coloque a mistura novamente na panela e deixe cozinhar sem parar de bater.
Quando ferver, retire do fogo. Retire as favas de baunilha, despeje o creme numa tigela e mergulhe esta última num grande recipiente com gelo.
Quanto o creme estiver morno (50°C.), incorpore a manteiga, batendo energicamente.

Nota: É sempre preferível preparar o creme pâtissière no momento em que for utilizá-lo, por dificilmente se conserva mais de 12 horas na geladeira.

Variação:

Creme pâtissière com chocolate

Você pode aromatizar o creme pâtissière adicionando, no final do cozimento, em duas ou três vezes, 250g de raspas de chocolate. Misture bem até que ele esteja totalmente fundido.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Parabéns para mim!

parabéns para mim!

Sim, hoje é meu aniversário! Pela primeira vez eu mesmo fiz meu próprio bolo de aniversário, o motivo foi puro sovinismo, cansei de pagar mais de 100 reais por um bolo de confeitarias como a amor aos pedaços, pensando que gastando o mesmo valor com ingredientes eu sou capaz de fazer algo melhor. Não achei que ficou tão bonito quanto eu esperava, mas certamente ficou até mais delicioso que eu imaginava! Usei sabores de certa forma um pouco inusitados, creme de lavanda no recheio, framboesas em calda e rosas cristalizadas na decoração, além das minhas tão queridas physalis. Vejo se publico a receita do creme de lavanda num próximo post.

Rosas, ervilhas-de-cheiro ou violetas cristalizadas

rosas cristalizadas

Hoje de madrugada, fazendo algumas compras no supermercado Pão de Açúcar, encontrei mini-rosas orgânicas da ervas-finas. Nunca tinha usado, ainda ontem mesmo cristalizei algumas delas, ficam muito gostosas assim. Seguindo a mesma receita é possível cristalizar violetas (que deve ser a violeta verdadeira, que é perfumada, não a violeta africana, tão vulgar nos vasinhos de avós), ervilhas-de-cheiro, pétalas de rosas maiores (desde que sejam orgânicas) e até mesmo folhas comestíveis, como as de hortelã.

Rosas cristalizadas

Bata a clara de um ovo com um garfo até obter uma mistura, sem espuma. Com um pincel fino, passe a mistura envolvendo a parte interna e externa das pétalas da flor.
Depois de pincelar as flores, coloque-as sobre uma folha de papel vegetal com bastante açúcar de confeiteiro. Polvilhe mais açúcar, retoque com mais um pouco de clara batida e em seguida. açúcar.
Coloque as flores açucaradas sobre uma peneira em local ventilado para secar. Se o tempo estiver úmido, leve-as para secar em forno aquecido a 150°C., por 10 minutos. Retire e esfrie. Use para enfeitar bolos, tortas e chocolates caseiros.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

bavette com camarões e ervilha

bavette com camarões e ervilha

Esta é uma das massas simples que faço quando tenho preguiça de cozinhar, embora até pareça algo sofisticado, não perco muito mais de 10 minutos na cozinha para preparar.
Comece cozinhando a massa em água fervente temperada com sal (não é necessário colocar azeite ou óleos na água do cozimento). Eu usei bavette, mas claro que podem ser usadas outras massas, siga o tempo de cozimento descrito na embalagem. Enquanto a massa cozinha, refogue 2 ou 3 dentes de alho bem picados em um pouco de azeite, junte o camarão já limpo e o refogue até que ele mude de cor, não é necessário cozinhar por muito tempo o camarão. Quando ele tiver ganhado uma cor alaranjada, junte as ervilhas, frescas ou destas congeladas de saquinho (previamente descongeladas, é claro) elas cozinham muito rápido também. Feito isso é só temperar com sal, pimenta, colocar um pouco de salsa picada e unir à massa já cozida e escorrida. Não é fácil?

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

suspiros

suspiros

Adoro suspiros, acho surpreendente como algo feito somente com claras e açúcar seja tão gostoso. Uso a mesma proporção de claras e açúcar dos ninhos de merengue. Como fazer a casca de laranja cristalizada ou as folhas de chocolate eu já publiquei aqui antes.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

peito de frango recheado

Outro dia em que meu pai veio almoçar aqui em casa, preparei este peito de frango recheado. Fica muito saboroso e é uma ótima forma de enobrecer simples peitos de frango.

frango recheado pronto

Peito de frango recheado ao molho de vinho tinto

4 peitos de frango desossados e de preferência ainda com a pele
1 talo de alho-poró
1 cenoura grande
2 talos de salsão
90 g de manteiga
sal e pimenta do moinho
500 ml de vinho tinto seco, de boa qualidade

Limpe e corte em julienne (tirinhas) o alho-poró, a cenoura e o salsão, doure em uma panela com 30g de manteiga por cerca de 5 minutos. Tempere com sal e pimenta.
Corte cada um dos peitos de frango ao meio, mantendo unidas as duas metades, tempere com sal e pimenta, lembrando que já há sal no recheio. Recheie cada peito com ¼ dos legumes refogados, enrole-os e amarre-os bem com um barbante de algodão.
Refogue os peitos numa frigideira com 30 g de manteiga, em fogo forte, até que fiquem dourados. Regue com o vinho e deixe cozer em fogo baixo durante 10 minutos. Retire os peitos, coloque-os numa travessa e leve ao forno em temperatura média, até que fiquem bem dourados. Reduza o molho à metade e adicione a manteiga restante. Distribua cada peito de frango sobre um prato e regue com molho de vinho tinto. Sirva com uma massa como acompanhamento.

julienne

recheando

frango mumificado

fritando

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Legumes ao forno

legumes ao forno

Batatas, abóbora paulista e cebolas, todas descascadas e cortadas em pedaços, salpicadas com sal, pimenta moída na hora e regadas com um pouco de azeite, levadas ao forno por cerca de uma hora, ou até os legumes ficarem macios. Foi o acompanhamento do frango, coxas e sobrecoxas sem pele, que temperei hoje pela manhã com alho, sumo e casca de limão-siciliano, sal, pimenta branca, vinho branco seco, mostarda de Dijon e tomilho. Escorri umas 2 horas depois de temperar e refoguei em cebola e azeite, até começar a pegar uma cor, então juntei o líquido do tempero que eu havia escorrido e deixei cozinhar por bastante tempo, juntando caldo de legumes sempre que necessário, para o frango não secar.
Deu tempo ainda de lavar algumas folhas de espinafre e refogá-las em alho frito em azeite, colocando algumas gotas de sumo de limão depois das folhas murcharem.
Simples e gostoso.

comida caseira

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

tuiles aux amandes effilées

tuiles aux amandes effilées

Estes biscoitos crocantes e bem leves, salpicados com amêndoas laminadas e moldados ainda quentes, ganham forma de telhas, daí o nome, "tuile", que em francês significa telha.

Tuiles aux amandes effilées (Telhas com amêndoas laminadas)

3 claras de ovos
100g de açúcar de confeiteiro
100g de farinha de trigo
60g de manteiga sem sal, derretida
40g de amêndoas em lâminas
essência de amêndoa

Em uma tigela grande, bata as claras e o açúcar até que fique liso. Junte a farinha e bata levemente, então junte a manteiga e algumas gotas de essência de amêndoa, misture delicadamente até ficar liso. Tape com filme plástico e leve à geladeira por 30 minutos.
Unte uma assadeira e um rolo de massas. Ponha 6 colheradas (de chá) da pasta na assadeira, com as costas de um garfo mergulhado em água fria, espalhe cada uma das colheradas em rodelas de 5 cm e salpique com as lâminas de amêndoa. Asse no forno a 200°C de 5 a 8 minutos, para dourar as extremidades. Retire do forno e rapidamente coloque sobre o rolo de massa cada uma das tuiles, dando o formato curvo de uma telha. Repita com o resto da massa, faz 18 tuiles.

tuiles

Nota: Para manter a forma e a crocância dos biscoitos, é providencial guardá-los em um pote hermético.

domingo, 27 de janeiro de 2008

triste

sentirei tanto sua falta...

Não gosto de fazer deste blog um diário da minha vida pessoal, quando o criei a idéia era publicar receitas, mas hoje irei fugir à regra.
Os últimos dias têm sido muito tristes pra mim e minha família. Ontem, dia 26, perdi meu avô José, que padecia de uma terrível doença respiratória chamada fibrose pulmonar. Será tudo tão diferente agora, já que pelo menos há dois anos, quase tudo aqui em casa era como que pensado a se adaptar às necessidades dele, seja a comida com menos sal, os legumes ou o arroz mais cozidos, o café que aprendi a fazer quase todas as manhãs, mesmo sem gostar de tomar café ou as sopas e cremes, que faziamos quando ele já não conseguia mais comer comida sólida.
Sei que já não é mais possível, mas se eu pudesse falar com ele mais uma vez, diria que ele foi o melhor avô e que sentirei muito a falta dele. Mesmo com dor, sinto um alívio em saber que ele já não está mais sofrendo, isso me conforta um pouco. Aos poucos a dor irá se transformar numa saudade boa, saudade de conversar com ele sobre quando ele morava no interior, ou até mesmo de quando ele era rabugento e falava que eu devia fazer determinada coisa de um jeito e não como eu estava fazendo, mesmo que o resultado fosse o mesmo.
Hoje depois do enterro, quando eu voltava pra casa, olhei para o céu, estava cinza, lúgubre, como se também estivesse de luto, como eu me sinto agora.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Macarons com Madame Pompadour

macarons

Na minha escrivaninha, Madame Pompadour, ela mesma, desceu de sua gravidade...
Brincadeiras à parte, hoje comprei uma caixa de macarons da marca francesa Casino, que já elogiei antes pelos biscoitos spéculoos. Vêm em 4 sabores, café, chocolate, pistache e framboesa (não consegui me decidir sobre qual é o meu favorito), são deliciosos, vêm congelados e me arrependi bastante por só ter comprado uma caixa. Os encontrei no supermercado Pão de Açúcar, aconselho a não deixarem de comprar!
Adoro macarons, já tentei fazer duas vezes e não deram certo, me obrigando a comprá-los. Além destes da Casino já comprei os da confeitaria Payard, que são bem gostosos também, porém menores e mais secos, se eu não me engano, feitos com farinha de castanha em vez da farinha de amêndoa da receita tradicional.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

bombinhas de pâte choux

eclair au chocolat
Fresquíssimas, acabaram de ser recheadas. E foi a primeira vez que fiz eclairs de chocolate, estou me sentindo tão competente por isso!

domingo, 13 de janeiro de 2008

meu primeiro couscous

almoço

Sempre tive vontade, mas nunca havia feito couscous, outro dia fui ao supermercado e comprei uma embalagem, de uma marca francesa. Já tinha lido a respeito de como preparar, pode ser feito hidratando os grãos em caldo ou então no vapor, que segundo as instruções de uma amiga que mora no Qatar e adora couscous, é a melhor forma. E foi assim que eu fiz, no vapor, aproveitei o vapor de um caldo de legumes que eu estava preparando. Depois do couscous cozinhar, juntei alho-poró, abobrinha e cenoura, cortados bem pequenos e refogados em azeite. Ainda que um tanto pobrinho em ingredientes, meu couscous ficou bem gostoso, me fez me perguntar, por que eu não havia feito isso antes? Fácil de preparar e uma ótima alternativa pra quem não gosta de comer arroz todos os dias. Da próxima vez pretendo fazer um couscous com mais ingredientes e servir com alguma carne mais úmida que a sobrecoxa assada que comi com ele.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

o pesto de Genova e o pistou de Nice

pesto

Meu almoço hoje foi um prato de spaghetti com um delicioso pesto. O pesto, assim como quase tudo na culinária italiana, é preparado com inúmeras variações, eu faço da forma que penso ser a mais correta, no almofariz, macerando as folhas de manjericão da minha hortinha com sal grosso, depois junto os demais ingredientes, macerar o manjericão no almofariz tem uma razão, as folhas de manjericão oxidam em contato com a lâmina metálica do processador de alimentos ou liquidificador. Publicarei duas receitas, a primeira, pesto alla genovese, do livro culinária Itália, da editora Könemann, é seguindo estas medidas que faço o meu pesto, a receita pede dois queijos, pecorino e parmesão ou grana, hoje eu só tinha parmesão, então fiz só com ele e não ficou mau. A outra receita, pâtes au pistou vieux Nice (massa com pesto cremoso à Nice Velha), é uma receita francesa, do livro cozinha de Bistrô, de Patricia Wells, é como o pesto italiano, mas sem alho e pinoles, com creme de leite espesso, fica bem gostoso.

pinoles

Pesto alla genovese

5 molhos de manjericão
1 dente de alho
20 g de pinoles
sal grosso
25 g de pecorino não muito picante, ralado
25 g de parmesão ou grana, ralado
2-3 colheres de sopa de azeite extra virgem

Lave o manjericão e escorra. Num processador pique o manjericão, o alho, os pinoles e uma pitada de sal grosso. Pouco a pouco adicione os queijos ralados, até obeter uma pasta homogênea. Por fim, adicione o azeite, até obter uma massa cremosa.
Antes de juntar à massa (que deve preferencialmente ser trenette) misture o pesto com um pouco de água quente.

Manjericão

Pâtes au pistou vieux Nice (massa com pesto cremoso à Nice Velha)

2 xícaras (de chá) de folhas frescas de manjericão, bem apertadas
1 xícara (de chá) de crème fraîche* ou creme de leite espesso (também conhecido no sul do país como "nata")
500 g de tagliatelle fresca ou fettuccine
100 g ou 1 xícara (de chá) de queijo parmesão importado, ralado na hora

No processador de alimentos, poque o manjericão. Junte a crème fraîche* ou creme de leite e bata até misturar. Ponha o molho cremoso de manjericão na mesma tigela grande em que você servirá a massa.
Numa panela grande, leve a ferver uma boa quantidade de água. Junte o sal e a massa, cozinhando até que esteja macia. Escorra.
Na hora de servir, adicione o queijo parmesão ao molho e misture bem. Acrescente a massa, misture e sirva.

*A crème fraîche é bem comum na França, sempre via em algumas receitas e pensava que era o mesmo que creme fresco, mas pesquisando descobri que não. É um creme de leite não pasteurizado, levemente azedo, menos acido que o sour cream, que hoje em dia já pode ser encontrado no Brasil , ou pelo menos em alguns supermercados aqui em São Paulo.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Savarin de abacaxi

Obrigado pelas sugestões, acabei usando os abacaxis numa receita de um dos meus livros, "savarin à l'ananas" (se pronuncia "savarã"). O nome pomposo é para este bolo simples, feito com fermento de biológico seco e embebido em xarope de rum, não têm idéia do quão gostoso é este xarope! Eis a receita:

savarin de abacaxi


Savarin à l'ananas (savarin de abacaxi)

7 g de fermento biológico seco
170 ml de sumo de abacaxi não adoçado, aquecido
2 colheres de chá de açúcar
250 g de farinha de trigo
3 ovos, levemente batidos
90 g de manteiga sem sal, amolecida

xarope de rum

250 g de açúcar
375 ml de sumo de abacaxi não adoçado
5 cm de casca de limão
125 ml de rum escuro

Unte uma forma de buraco de 25cm. Dissolva o fermento no sumo de abacaxi e depois junte o açúcar. Reserve durante 5 minutos ou até que faça espuma. Peneire a farinha e 1/4 de colher de chá de sal para uma tigela. Junte o fermento e os ovos e amasse com a mão em forma de concha durante 5 minutos. Junte a manteiga e amasse mais 5 minutos. Cubra e reserve num local quente, 45 minutos ou até que fique com bolhas e bem crescido. Precione para baixo a massa para retirar o ar e amasse com as mãos mais 1 ou 2 minutos.
Coloque com uma concha na forma e cubra frouxamente com filme plástico. Reserve 10 minutos num local quente. Pré aqueça o forno a 190° C. Asse durante 25 minutos ou até que fique firme e dourado (pode ser que transborde um pouco no centro).
Para o xarope de rum, misture o açúcar, o sumo e a casca numa panela pequena em fogo médio até que o açúcar se dissolva. Deixe ferver, sem mexer, 10 a 15 minutos ou até que engrosse um pouco. Retire a casca e junte o rum.
Quando estiver cozido, apare a base com uma faca para que fique plano. Desenforme para uma grelha sobre um tabuleiro. Espete com um palito. Enquanto ainda quente regue com o xarope de rum, retirando o excesso que fica no tabuleiro até que o xarope seja todo absorvido.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

abacaxis

abacaxis

Já estou de volta à megalópolis, cheguei anteontem no final da tarde. Hoje fui ao sacolão, devo ficar sozinho em casa por essa semana inteira, então fui comprar o necessário para não passar fome hehehe. Comprei tomates, maracujá, alface, salsão, louro, batatas, alho, abacaxí, mandioquinha, limões e mais outras coisas que já não me lembro... Estando sozinho consigo manter a cozinha em ordem por mais tempo, sobra mais tempo pra cozinhar, que é o que pretendo fazer todos os dias dessa semana. Alguma sugestão do que posso fazer com estes dois belos abacaxís que comprei hoje?

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

feliz ano novo!

Aton

Olá, ainda estou na casa da praia, conectado à internet usando meu celular como moden, Aton (o gato) veio comigo, ele odeia este clima quente do litoral, tanto quanto eu.
Conectei para contar sobre a ceia de ano novo, que teve pernil, risotto de alcachofrinha, salada de folhas variadas e banana caramelada com sorvete de creme para a sobremesa. Tudo tão gostoso e simples, pra não perder muito tempo na cozinha. Não fotografei pois a câmera estava carregando, preferi deixar carregando para fotografar a queima de fogos na praia, depois da ceia.
Desejo a todos vocês que têm acompanhado o blog um feliz ano novo e que todas as metas para este ano sejam alcançadas.

feliz ano novo

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

cisnes de merengue

Outra receita que eu já namorava há algum tempo, me deu mais trabalho do que eu imaginava, mas valeu a pena, penso que foi o ponto principal da ceia deste ano. Fiz algumas alterações na receita, não encontrei o mascarpone no Pão de Açúcar da praça Panamericana, não tinha tempo de procurar em outro lugar, então comprei creme de leite espesso, aquele tão comum no sul do país, por lá chamado de "nata". Recheei somente com o creme, sem açúcar mesmo, já que o merengue é demasiado doce. O molho também substituí, era um molho de cereja, que substituí por coulis de framboesa. Vou publicar a receita como está no livro, que claro, é do livro essencial das sobremesas.

cisne de merengue

Cisnes de merengue

2 claras de ovo
125 g de açúcar de confeiteiro
90 g de lascas de amêndoas, ligeiramente torradas

molho de cereja

425 g de cerejas pretas enlatadas em xarope, sem caroço
1 colher de sopa de Kirsch
1 colher de chá de açúcar
1 colher de chá de sumo de limão

recheio de mascarpone

250 g de queijo mascarpone
2 colheres de sopa de açúcar em pó
1 colher de chá de essência de baunilha
125 ml de creme de leite fresco

Pré0aqueça o forno a 150° C. Para os corpos, em duas folhas de papel vegetal, desenhe seis formas de gota em cada, medindo 5 cm a parte mais larga e 10 cm a parte mais longa. Para os pescoços, desenhe seus "S" no papel. Desenhe alguns "S" a mais, para substituir os que se partirem. Coloque o papel em tabuleiros de ir ao forno. Numa tigela pequena, limpa e seca, bata com uma batedeira as claras em castelo. Gradualmente junte o açúcar, batendo a casa adição até que se dissolva. Espalhe a mistura em camadas grossas dentro dos desenhos deas gotas fazendo a parte mais larga ligeiramente mais espessa. Coloque as lascas de amêndoa num ângulo que faça parecer as penas do cisne. Coloque um pouco da mistura num saco de confeitar com um bico de 5 mm e desenhe os pescoços. Com o merengue que sobrar faça os "S" extra para substituir os que eventualmente se partirem. Asse durante 1 hora, rodando os tabuleiros depois de 30 minutos. Apague o forno e deixe os merengue esfriarem com a porta entreaberta.
Escorra as cerejas, reservando o molho. Faça um purê com as cerejas e 80 ml do sumo, depois escorra. Junte o Kirsch, o açúcar e o sumo de limão.
Misture o mascarpone, o açúcar e a essência de baunilha. Bata o creme até que engrosse e junte ao mascarpone. Bata para engrossar se necessário.
Para montar, junte duas gotas para o corpo com o mascarpone e coloque o "S" para o pescoço. Coloque o molho em cada prato e cuidadosamente ponha um cisne por cima.

bacalhau salgado à moda de Genova

Namoro esta receita há um bom tempo, do livro culinária Itália da editora Könemann, o natal foi uma boa oportunidade pra testar a receita, que ficou perfeita, meu único temor era ser uma mistura muito grande de sabores, mas eles se harmonizaram muito bem. Eis a receita:

Stoccafisso alla genovese

Stoccafisso alla genovese (bacalhau salgado à moda de Genova)

1 kg de bacalhau demolhado
1 cenoura
1 cebola
1 talo de salsão
2 dentes de alho
azeite extra virgem
20 g de pinoles
25 g de cogumelos secos, demolhados em água morna
1 copo de vinho branco seco
sal
500 g de batatas
3-4 colheres de sopa de molho de tomate
150 g de azeitonas pretas

Limpe o bacalhau demolhado e coste em lascas. Descasque e corte em pedaços pequenos a cenoura, a cebola, o salsão e o alho e leve a refogar em azeite. Junte o bacalhau, os pinoles e os cogumelos cortadinhos, adicione o vinho branco, tempere com sal (se necessário) e leve a cozer em fogo baixo durante aproximadamente 30 minutos.
Junte então as batatas descascadas e cortadas em pedaços. Misture o molho de tomate com um pouco de água morna, junte ao bacalhau e deixe cozer durante mais 30 minutos. Pouco antes de o bacalhau e as batatas estarem cozidos, junte as azeitonas. Sirva quente.