domingo, 27 de janeiro de 2008

triste

sentirei tanto sua falta...

Não gosto de fazer deste blog um diário da minha vida pessoal, quando o criei a idéia era publicar receitas, mas hoje irei fugir à regra.
Os últimos dias têm sido muito tristes pra mim e minha família. Ontem, dia 26, perdi meu avô José, que padecia de uma terrível doença respiratória chamada fibrose pulmonar. Será tudo tão diferente agora, já que pelo menos há dois anos, quase tudo aqui em casa era como que pensado a se adaptar às necessidades dele, seja a comida com menos sal, os legumes ou o arroz mais cozidos, o café que aprendi a fazer quase todas as manhãs, mesmo sem gostar de tomar café ou as sopas e cremes, que faziamos quando ele já não conseguia mais comer comida sólida.
Sei que já não é mais possível, mas se eu pudesse falar com ele mais uma vez, diria que ele foi o melhor avô e que sentirei muito a falta dele. Mesmo com dor, sinto um alívio em saber que ele já não está mais sofrendo, isso me conforta um pouco. Aos poucos a dor irá se transformar numa saudade boa, saudade de conversar com ele sobre quando ele morava no interior, ou até mesmo de quando ele era rabugento e falava que eu devia fazer determinada coisa de um jeito e não como eu estava fazendo, mesmo que o resultado fosse o mesmo.
Hoje depois do enterro, quando eu voltava pra casa, olhei para o céu, estava cinza, lúgubre, como se também estivesse de luto, como eu me sinto agora.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Macarons com Madame Pompadour

macarons

Na minha escrivaninha, Madame Pompadour, ela mesma, desceu de sua gravidade...
Brincadeiras à parte, hoje comprei uma caixa de macarons da marca francesa Casino, que já elogiei antes pelos biscoitos spéculoos. Vêm em 4 sabores, café, chocolate, pistache e framboesa (não consegui me decidir sobre qual é o meu favorito), são deliciosos, vêm congelados e me arrependi bastante por só ter comprado uma caixa. Os encontrei no supermercado Pão de Açúcar, aconselho a não deixarem de comprar!
Adoro macarons, já tentei fazer duas vezes e não deram certo, me obrigando a comprá-los. Além destes da Casino já comprei os da confeitaria Payard, que são bem gostosos também, porém menores e mais secos, se eu não me engano, feitos com farinha de castanha em vez da farinha de amêndoa da receita tradicional.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

bombinhas de pâte choux

eclair au chocolat
Fresquíssimas, acabaram de ser recheadas. E foi a primeira vez que fiz eclairs de chocolate, estou me sentindo tão competente por isso!

domingo, 13 de janeiro de 2008

meu primeiro couscous

almoço

Sempre tive vontade, mas nunca havia feito couscous, outro dia fui ao supermercado e comprei uma embalagem, de uma marca francesa. Já tinha lido a respeito de como preparar, pode ser feito hidratando os grãos em caldo ou então no vapor, que segundo as instruções de uma amiga que mora no Qatar e adora couscous, é a melhor forma. E foi assim que eu fiz, no vapor, aproveitei o vapor de um caldo de legumes que eu estava preparando. Depois do couscous cozinhar, juntei alho-poró, abobrinha e cenoura, cortados bem pequenos e refogados em azeite. Ainda que um tanto pobrinho em ingredientes, meu couscous ficou bem gostoso, me fez me perguntar, por que eu não havia feito isso antes? Fácil de preparar e uma ótima alternativa pra quem não gosta de comer arroz todos os dias. Da próxima vez pretendo fazer um couscous com mais ingredientes e servir com alguma carne mais úmida que a sobrecoxa assada que comi com ele.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

o pesto de Genova e o pistou de Nice

pesto

Meu almoço hoje foi um prato de spaghetti com um delicioso pesto. O pesto, assim como quase tudo na culinária italiana, é preparado com inúmeras variações, eu faço da forma que penso ser a mais correta, no almofariz, macerando as folhas de manjericão da minha hortinha com sal grosso, depois junto os demais ingredientes, macerar o manjericão no almofariz tem uma razão, as folhas de manjericão oxidam em contato com a lâmina metálica do processador de alimentos ou liquidificador. Publicarei duas receitas, a primeira, pesto alla genovese, do livro culinária Itália, da editora Könemann, é seguindo estas medidas que faço o meu pesto, a receita pede dois queijos, pecorino e parmesão ou grana, hoje eu só tinha parmesão, então fiz só com ele e não ficou mau. A outra receita, pâtes au pistou vieux Nice (massa com pesto cremoso à Nice Velha), é uma receita francesa, do livro cozinha de Bistrô, de Patricia Wells, é como o pesto italiano, mas sem alho e pinoles, com creme de leite espesso, fica bem gostoso.

pinoles

Pesto alla genovese

5 molhos de manjericão
1 dente de alho
20 g de pinoles
sal grosso
25 g de pecorino não muito picante, ralado
25 g de parmesão ou grana, ralado
2-3 colheres de sopa de azeite extra virgem

Lave o manjericão e escorra. Num processador pique o manjericão, o alho, os pinoles e uma pitada de sal grosso. Pouco a pouco adicione os queijos ralados, até obeter uma pasta homogênea. Por fim, adicione o azeite, até obter uma massa cremosa.
Antes de juntar à massa (que deve preferencialmente ser trenette) misture o pesto com um pouco de água quente.

Manjericão

Pâtes au pistou vieux Nice (massa com pesto cremoso à Nice Velha)

2 xícaras (de chá) de folhas frescas de manjericão, bem apertadas
1 xícara (de chá) de crème fraîche* ou creme de leite espesso (também conhecido no sul do país como "nata")
500 g de tagliatelle fresca ou fettuccine
100 g ou 1 xícara (de chá) de queijo parmesão importado, ralado na hora

No processador de alimentos, poque o manjericão. Junte a crème fraîche* ou creme de leite e bata até misturar. Ponha o molho cremoso de manjericão na mesma tigela grande em que você servirá a massa.
Numa panela grande, leve a ferver uma boa quantidade de água. Junte o sal e a massa, cozinhando até que esteja macia. Escorra.
Na hora de servir, adicione o queijo parmesão ao molho e misture bem. Acrescente a massa, misture e sirva.

*A crème fraîche é bem comum na França, sempre via em algumas receitas e pensava que era o mesmo que creme fresco, mas pesquisando descobri que não. É um creme de leite não pasteurizado, levemente azedo, menos acido que o sour cream, que hoje em dia já pode ser encontrado no Brasil , ou pelo menos em alguns supermercados aqui em São Paulo.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Savarin de abacaxi

Obrigado pelas sugestões, acabei usando os abacaxis numa receita de um dos meus livros, "savarin à l'ananas" (se pronuncia "savarã"). O nome pomposo é para este bolo simples, feito com fermento de biológico seco e embebido em xarope de rum, não têm idéia do quão gostoso é este xarope! Eis a receita:

savarin de abacaxi


Savarin à l'ananas (savarin de abacaxi)

7 g de fermento biológico seco
170 ml de sumo de abacaxi não adoçado, aquecido
2 colheres de chá de açúcar
250 g de farinha de trigo
3 ovos, levemente batidos
90 g de manteiga sem sal, amolecida

xarope de rum

250 g de açúcar
375 ml de sumo de abacaxi não adoçado
5 cm de casca de limão
125 ml de rum escuro

Unte uma forma de buraco de 25cm. Dissolva o fermento no sumo de abacaxi e depois junte o açúcar. Reserve durante 5 minutos ou até que faça espuma. Peneire a farinha e 1/4 de colher de chá de sal para uma tigela. Junte o fermento e os ovos e amasse com a mão em forma de concha durante 5 minutos. Junte a manteiga e amasse mais 5 minutos. Cubra e reserve num local quente, 45 minutos ou até que fique com bolhas e bem crescido. Precione para baixo a massa para retirar o ar e amasse com as mãos mais 1 ou 2 minutos.
Coloque com uma concha na forma e cubra frouxamente com filme plástico. Reserve 10 minutos num local quente. Pré aqueça o forno a 190° C. Asse durante 25 minutos ou até que fique firme e dourado (pode ser que transborde um pouco no centro).
Para o xarope de rum, misture o açúcar, o sumo e a casca numa panela pequena em fogo médio até que o açúcar se dissolva. Deixe ferver, sem mexer, 10 a 15 minutos ou até que engrosse um pouco. Retire a casca e junte o rum.
Quando estiver cozido, apare a base com uma faca para que fique plano. Desenforme para uma grelha sobre um tabuleiro. Espete com um palito. Enquanto ainda quente regue com o xarope de rum, retirando o excesso que fica no tabuleiro até que o xarope seja todo absorvido.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

abacaxis

abacaxis

Já estou de volta à megalópolis, cheguei anteontem no final da tarde. Hoje fui ao sacolão, devo ficar sozinho em casa por essa semana inteira, então fui comprar o necessário para não passar fome hehehe. Comprei tomates, maracujá, alface, salsão, louro, batatas, alho, abacaxí, mandioquinha, limões e mais outras coisas que já não me lembro... Estando sozinho consigo manter a cozinha em ordem por mais tempo, sobra mais tempo pra cozinhar, que é o que pretendo fazer todos os dias dessa semana. Alguma sugestão do que posso fazer com estes dois belos abacaxís que comprei hoje?

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

feliz ano novo!

Aton

Olá, ainda estou na casa da praia, conectado à internet usando meu celular como moden, Aton (o gato) veio comigo, ele odeia este clima quente do litoral, tanto quanto eu.
Conectei para contar sobre a ceia de ano novo, que teve pernil, risotto de alcachofrinha, salada de folhas variadas e banana caramelada com sorvete de creme para a sobremesa. Tudo tão gostoso e simples, pra não perder muito tempo na cozinha. Não fotografei pois a câmera estava carregando, preferi deixar carregando para fotografar a queima de fogos na praia, depois da ceia.
Desejo a todos vocês que têm acompanhado o blog um feliz ano novo e que todas as metas para este ano sejam alcançadas.

feliz ano novo

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

cisnes de merengue

Outra receita que eu já namorava há algum tempo, me deu mais trabalho do que eu imaginava, mas valeu a pena, penso que foi o ponto principal da ceia deste ano. Fiz algumas alterações na receita, não encontrei o mascarpone no Pão de Açúcar da praça Panamericana, não tinha tempo de procurar em outro lugar, então comprei creme de leite espesso, aquele tão comum no sul do país, por lá chamado de "nata". Recheei somente com o creme, sem açúcar mesmo, já que o merengue é demasiado doce. O molho também substituí, era um molho de cereja, que substituí por coulis de framboesa. Vou publicar a receita como está no livro, que claro, é do livro essencial das sobremesas.

cisne de merengue

Cisnes de merengue

2 claras de ovo
125 g de açúcar de confeiteiro
90 g de lascas de amêndoas, ligeiramente torradas

molho de cereja

425 g de cerejas pretas enlatadas em xarope, sem caroço
1 colher de sopa de Kirsch
1 colher de chá de açúcar
1 colher de chá de sumo de limão

recheio de mascarpone

250 g de queijo mascarpone
2 colheres de sopa de açúcar em pó
1 colher de chá de essência de baunilha
125 ml de creme de leite fresco

Pré0aqueça o forno a 150° C. Para os corpos, em duas folhas de papel vegetal, desenhe seis formas de gota em cada, medindo 5 cm a parte mais larga e 10 cm a parte mais longa. Para os pescoços, desenhe seus "S" no papel. Desenhe alguns "S" a mais, para substituir os que se partirem. Coloque o papel em tabuleiros de ir ao forno. Numa tigela pequena, limpa e seca, bata com uma batedeira as claras em castelo. Gradualmente junte o açúcar, batendo a casa adição até que se dissolva. Espalhe a mistura em camadas grossas dentro dos desenhos deas gotas fazendo a parte mais larga ligeiramente mais espessa. Coloque as lascas de amêndoa num ângulo que faça parecer as penas do cisne. Coloque um pouco da mistura num saco de confeitar com um bico de 5 mm e desenhe os pescoços. Com o merengue que sobrar faça os "S" extra para substituir os que eventualmente se partirem. Asse durante 1 hora, rodando os tabuleiros depois de 30 minutos. Apague o forno e deixe os merengue esfriarem com a porta entreaberta.
Escorra as cerejas, reservando o molho. Faça um purê com as cerejas e 80 ml do sumo, depois escorra. Junte o Kirsch, o açúcar e o sumo de limão.
Misture o mascarpone, o açúcar e a essência de baunilha. Bata o creme até que engrosse e junte ao mascarpone. Bata para engrossar se necessário.
Para montar, junte duas gotas para o corpo com o mascarpone e coloque o "S" para o pescoço. Coloque o molho em cada prato e cuidadosamente ponha um cisne por cima.

bacalhau salgado à moda de Genova

Namoro esta receita há um bom tempo, do livro culinária Itália da editora Könemann, o natal foi uma boa oportunidade pra testar a receita, que ficou perfeita, meu único temor era ser uma mistura muito grande de sabores, mas eles se harmonizaram muito bem. Eis a receita:

Stoccafisso alla genovese

Stoccafisso alla genovese (bacalhau salgado à moda de Genova)

1 kg de bacalhau demolhado
1 cenoura
1 cebola
1 talo de salsão
2 dentes de alho
azeite extra virgem
20 g de pinoles
25 g de cogumelos secos, demolhados em água morna
1 copo de vinho branco seco
sal
500 g de batatas
3-4 colheres de sopa de molho de tomate
150 g de azeitonas pretas

Limpe o bacalhau demolhado e coste em lascas. Descasque e corte em pedaços pequenos a cenoura, a cebola, o salsão e o alho e leve a refogar em azeite. Junte o bacalhau, os pinoles e os cogumelos cortadinhos, adicione o vinho branco, tempere com sal (se necessário) e leve a cozer em fogo baixo durante aproximadamente 30 minutos.
Junte então as batatas descascadas e cortadas em pedaços. Misture o molho de tomate com um pouco de água morna, junte ao bacalhau e deixe cozer durante mais 30 minutos. Pouco antes de o bacalhau e as batatas estarem cozidos, junte as azeitonas. Sirva quente.

então é natal...

mamãe

Tá, chega dessa música, que por sinal eu odeio. A ceia de natal foi perfeita, depois de muito trabalho, conseguimos arrumar tudo e sobrou tempo até pra comprar flores, lisianthus brancos que eu não sabia, mas são muito caros nesta época do ano. Eu fiz bacalhau, o molho do chester e a sobremesa, minha mãe assou o chester e fez a farofa de miúdos, juro que penso ter tido a melhor refeição da minha vida! As receitas eu publico nos próximos posts. Este aqui é para desejar feliz natal a todos e bom ano novo, já que não sei se entrarei na internet nos próximos dias, vou para a casa da praia amanhã pela tarde.

ceia de natal antes

domingo, 23 de dezembro de 2007

spéculoos

Ganhei de presente de natal da minha irmã a Larousse da cozinha do mundo, Europa e Escandinávia. Claro que não aguentei até o natal pra dar uma olhada no livro, me chamou atenção uns biscoitinhos chamados spéculoos, que têm a forma de são Nicolau, que deu origem ao papai noel, tão presente nessa época do ano. Bom, outro dia encontrei no Pão de Açúcar os tais spéculoos, da marca Casino. Pensei em mostrar aqui pra vocês e publicar a receita e a nota do livro sobre eles.

spéculoos

Spéculoos

No dia de são Nicolau, dá-se aos biscoitos spéculoos a silhueta do santo. Para cerca de 20 pessoas, misture 1 kg de açúcar mascavo com 250 g de manteiga amolecida, 850 g de farinha de trigo, 1 colher (sopa) de canela, 1 pitade grande de bicarbonato de sódio e 100 ml de água. Deixe a massa descansar por 30 minutos. Recorte as figuras. Coloque-as sobre uma assadeira untada e deixe assar no forno a 180° C por 10 a 15 minutos.

árvore de biscoitos

árvore de natal
E foi assim que ela ficou, antes das luzinhas de natal...

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

panna cotta com molho rubi

Já é final de ano, isso sempre me anima, ceia de natal, comidas gostosas, cheiros, troca de presentes e dia de ver parentes que às vezes não vemos em nenhuma data do resto do ano. Este ano não foi muito bom para mim, então vocês não têm idéia de quanto pra mim o final de ano representa uma esperança de que o próximo ano será melhor.
Desde já tenho pensado bastante no que farei na ceia de natal deste ano, no ano passado só fiz a sobremesa, minha mãe fez todo o resto. Costumamos sempre assar peru ou chester, minha mãe faz a sua sempre tão elogiada farofa de miúdos, às vezes faz presunto, todo quadriculado e com cravos espetados e também costuma fazer arroz com açafrão, arroz comum, agulhinha, mas com açafrão verdadeiro, fica tão colorido e gostoso.
A receita de hoje foi a sobremesa da ceia de natal do ano passado, receita do livro essencial das sobremesas, bem fácil preparar e tão gostosa, a calda doce tem um sabor realmente especial. Para ocasiões especiais como o natal, costumo seguir a receita e usar baunilha em favas, mas já fiz panna cotta usando essência de baunilha, que não é igual, mas também fica gostoso.

panna cotta com molho rubi

Panna cotta com molho rubi

750 ml de creme de leite fresco
3 colheres de chá de gelatina incolor e sem sabor
1 fava de baunilha
90 g de açúcar

Molho rubi

250 g de açúcar
1 pau de canela
125 g de framboesas frescas ou congeladas
125 ml de vinho tinto de boa qualidade

Unte levemente seis forminhas de 150 ml com óleo insípido. coloque 3 colheres de sopa de creme numa tigela pequena, salpique a gelatina numa camada uniforme e deixe que amoleça.
Coloque o resto do creme numa panela, juntamente com a fava de baunilha e o açúcar, aqueça em fogo baixo, mexendo, quase até começar a ferver. Retire do fogo e junte a gelatina mexendo bem para que se dissolva. Coloque nas forminhas, deixe esfriar, cubra com filme plástico e leve à geladeira até que solidifique. Desenforme, embrulhando um pano molhado com água quente à volta de cada forminha e virando-a sobre um prato.
Para fazer o molho rubi, cozinhe o açúcar, com 250 ml de água numa panela, em fogo médio, até que o açúcar tenha se dissolvido completamente (não deixe ferver). Junte o pau de canela e cozinhe durante 5 minutos. Junte as framboesas e o vinho e deixe ferver durante 5 minutos. Retire o pau de canela e passe o molho por uma peneira, descarte as sementes. Deixe que esfrie antes de servir com a panna cotta. Pode guarnecer com frutas.
nota: Traduzido do italiano "creme cozido" a panna cotta deve o seu nome à maneira como se cozinha o creme antes de juntar à gelatina, fazendo um creme espesso. Se quiser pode fazer uma incisão na fava de baunilha e juntar as sementes ao creme

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Physalis, camapu, uchuva e outros nomes

physalis

Desculpem pela falta de novos posts, não ando tendo muito tempo nem motivação para escrever, já que tenho cozinhado muito pouco nos últimos dias. Este post não é propriamente com uma receita, é para contar uma coisa do meu cotidiano. Se lembram da Dona Conceição que eu havia comentado outro dia? Infelizmente ela não se adaptou aqui em casa, morava muito longe e penso que nao estava gostando de trabalhar aqui, na minha cozinha é tudo tão pesado, novamente estou sem empregada... No primeiro dia que ela veio aqui, viu na cozinha uma cestinha com physalis, ficou encantada e me disse: "Essa frutinha, eu conheço ela! Não via desde que vim do nordeste, se chama camapu, lá é bem comum e dá no meio do mato". Ela comeu uma e disse que aquelas que ela comia no nordeste eram melhores, mais doces, eu disse que aqui são relativamente caras, que vêm da Colômbia. Ela completou: "Ah, no nordeste somos ricos e não sabemos...". Achei engraçado, uma fruta que é comum no nordeste, só passou a ser conhecida aqui no sudeste há pouco tempo, e mesmo a que encontramos aqui, vem de outro país... Dá pra entender?
Bom, este post também serve pra lembrar desta receita aqui: Clafoutis de physalis, que penso ser minha melhor receita com physalis. Quando fiz pela primeira vez, pensei estar criando algo totalmente novo, substituindo as cerejas da receita do clafoutis por essa frutinha exótica e deliciosa, pouco depois de preparar, busquei no google e encontrei um site com receita de clafoutis de physalis, com fotos e tudo hehehehe. É, hoje em dia é bem difícil criar algo...

sábado, 1 de dezembro de 2007

biscoitos natalinos e glacê real

estrelinha

É, o clima das festas de final de ano já começa a aparecer por aqui. Há alguns dias estava dando uma olhada no livro "cozinhando para amigos" da Heloisa Bacellar e e vi uma receita de argolas de pâte choux, usadas para decorar a árvore de natal, é claro que fiquei com vontade de fazer. Tendo isso como idéia, pensei também em fazer biscoitos e usá-los como decoração da árvore (que pretendo montar só depois do dia 10 de dezembro, não tão cedo quanto alguns apressados andam fazendo ultimamente). Bom, hoje fiz o primeiro teste dos biscoitos, usei aquela receita de pâte sucrée com algumas gotas de essência de baunilha, a massa sucrée (que é a variação doce da massa brisée) é a massa que mais gosto de trabalhar. Ainda não me decidi, mas talvez para os biscoitos que farei no natal eu use a receita de pâte sablée, que usa os mesmos ingredientes, em quantidades um pouco diferentes, a textura um pouco diferente, é mais quebradiça, arenosa, a desvantagem é que é mais difícil trabalhar, a massa é mais mole e deve ser pouco trabalhada. Bom, vou publicar uma receita que fiz pela primeira vez, glacê real. É bem gostoso trabalhar com glacê, não sei porque não havia feito antes.

estrela de natal

Glacê real

1 clara
300 g de açúcar
1 colher de sopa de sumo de limão

Coloque a clara e 1 colher de sopa do açúcar na batedeira e ligue em velocidade baixa. Junte o açúcar restante, aos poucos, até obter um creme espesso.
Adicione o sumo de limão e aumente a velocidade, batendo por cerca de 10 minutos.
Guarde em recipiente fechado ou, se for usar em seguida, cubra a tigela com um pano úmido.

saco de confeitar

Sacos de pasteleiro

Para fazer um saco de pasteleiro para usar com chocolate derretido ou glacê real, corte um quadrado de papel vegetal com 25 cm. Dobre ao meio diagonalmente formando um triângulo. Trabalhando com o lado maior virado para si, enrole a ponta da esquerda até à parte de cima. Prenda o lugar enquanto enrola o outro lado formando um cone. Prenda com fita adesiva ou um clip. Enfie para dentro do cone as pontas de cima. Encha com o glacê ou o chocolate derretido e dobre as pontas para selar. Corte a ponta e delicadamente aperte a parte de cima do saco.

biscoitos

terça-feira, 27 de novembro de 2007

pudins de coco e sagu

Esta é uma receita bem diferente daquelas que costumo testar, com alguns ingredientes que eu nunca havia usado, como o sagu, que pra dizer a verdade, eu tinha um certo preconceito contra ele, as minhas lembranças guardavam uma imagem de um horrível sagu de uva que comi da casa de dona Amélia, mãe de minha tia Tereza. A receita é do "livro essencial das sobremesas", que já disse várias vezes antes ser o meu livro de receitas favorito, e com certeza é. Ah, tive que fazer duas alterações na receita, o açúcar-de-palma pelo que eu li é um tanto raro, pelo menos aqui, usei açúcar mascavo na mesma quantidade e não ficou demasiado doce, a outra alteração foi o capim-limão, que omiti da receita por não ter encontrado, quando eu era pequeno havia uma planta enorme dele aqui em casa, cresce como mato, de folhas afiadas, minha avó sempre usava pra fazer chás, dizem ser bom pra fazer dormir... Bom, agora eis a receita:

pudim de coco e sagu


Pudins de coco e sagu

220 ml de leite de coco
90 g de açúcar-de-palma, ralado
1 talo de capim-limão
250 g de sagu
1 colher de chá de casca de limão verde ralado
1 gema de ovo, levemente batida
4 goiabas, em fatias finas

xarope de limão

500 g de açúcar
1 colher de sopa de gengibre fresco rasgado
casca de 2 limões verdes

Unte levemente oito forminhas de 125 ml. Numa panela, coloque o leite de coco, o açúcar-de-palma e o capim-limão, com 750 ml de água. Deixe quase ferver. Junte o sagu e a casca de limão e cozinhe em fogo baixo, mexendo, 35-40 minutos, até que o sagu fique grosso e límpido.
Retire do fogo e deixe esfriar um pouco. Retire o capim-limão. Bata as gemas até engrossarem e junte ao sagu. Coloque a mistura nas forminhas e tape com filme-plástico e leve à geladeira por 3 horas. Coloque as formas em água quente 20 segundos antes de desenformar.
Para o xarope de limão, coloque o açúcar e 250 ml de água em uma panela e mexa em fogo baixo até que se dissolva. Ferva e cozinhe 10 minutos sem mexer, até que engrosse. Junte o gengibre e a casca de limão e cozinhe mais 5 minutos. Coloque as fatias de goiaba num prato, coloque por cima o xarope de limão e serva com os pudins.

domingo, 18 de novembro de 2007

a louça suja

louça suja

Quem cozinha em casa deve saber que cozinhar geralmente não é algo muito desgastante, eu pelo menos acho o contrário, é bastante prazeroso pra mim. Mas se há uma coisa que não gosto e acho muito desgastante, essa coisa é lavar louças sujas. Se eu fosse enumerar 10 coisas que mais odeio no mundo, certamente lavar louça estaria entre estas coisas. Muitas vezes penso em cozinhar algo, mas acabo desanimando, devido a louça que terei de lavar depois, principalmente quando estou sozinho. Acabo me alimentando só com sanduíches quando estou sozinho. Bom, este post é pra contar de uma novidade da minha cozinha, a dona Conceição, que virá aqui me ajudar alguns dias da semana. Com isso penso que terei mais tempo pra cozinhar, e talvez consiga voltar a publicar tópicos diários, como eu fazia quando criei o blog. Estou animado e já tenho alguns planos em mente para o final do ano, mas isto é assunto para os próximos posts...

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Biscoitos de chocolate

biscoitos de chocolate

Biscoitos de chocolate

185 g de farinha de trigo
40 g de cacau em pó
90g de açúcar de confeiteiro
225 g de manteiga sem sal gelada e em cubinhos
2 gemas de ovo
1 colher de chá de essência de baunilha
250 ml de creme de leite fresco, batido
250 g de morangos em quartos

Pré-aqueça o forno a 210ºC. Forre dois tabuleiros com papel vegetal. Peneire a farinha, o cacau e o açúcar em pó para uma tigela grande. Com os dedos esfregue a manteiga na farinha até formar uma mistura esfarelada. Junte as gemas de ovos e a baunilha e misture com uma faca até que a mistura fique unida. Coloque numa superfície enfarinhada e forme uma bola.
Estenda a massa entre duas folhas de papel vegetal, até que fique com 5mm de espessura. Com um cortador de 7 cm de diâmetro, faça 18 círculos. Coloque nos tabuleiros preparados e asse durante 8 minutos. Deixe arrefecer numa grelha.
Coloque um dos biscoitos num prato, por cima ponha o creme batido e alguns morangos. Cubra com outro biscoito, mais creme e morangos e um terceiro biscoito. Faça mais cinco montes. Polvilhe cada um com cacau peneirado e açúcar em pó.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Merengue de maracujá

finalizando


Merengue de maracujá


Usei 250 g de açúcar para 4 claras que eu tinha (sobraram de um crème caramel que fiz anteontem), o preparo do merengue é exatamente como o dos ninhos de merengue ou da pavlova. Separei as claras batidas com o açúcar em 3 partes e com elas fiz 3 discos de 15cm de diâmetro cada, sobre uma folha de papel vegetal. Assei em forno baixo e com a porta entreaberta, depois de assados e frios, cobri o primeiro disco com chantilly, o segundo com chantilly acrescido de polpa de maracujá e o terceiro cobri com chantilly e calda de maracujá (feita com um maracujá e cerca de meia xícara de açúcar)... Ah, sou péssimo pra descrever receitas! Mas tentem fazer, ficou uma delícia! E o que eu adoro, só usei 4 ingredientes!


calda de maracujá



doce!

merengue de maracujá